Desfrutou despreocupadamente do hotel de luxo até descobrir que o sabonete estava feito co trabalho de presidiárias.
This old man, who knew the impermanent nature of the world and had tasted the bitterness of human society more than he ever wanted, dreamt without knowing he was shedding tears.

Kazuo Koike
Rather a thousand times the county jail
Than to lie under this marble figure with wings,
And this granite pedestal
Bearing the words, "Pro Patria."
What do they mean, anyway?


Edgar Lee Masters

Adorei.

Adorei.

o director plantara un gran cartel onde se lía en letras negras: PROPIEDADE PRIVADA. PROHIBIDO ATRACAR.
-Baixemos a terra -dixo a avoa, que estaba moi anoxada.
Sophia parecía asustada.
-Isto é moi distinto -explicou a avoa-. Ningunha persoa educada desembarca en illa allea cando non está o dono. Pero se poñen un letreiro, sí, porque é unha provocación.
-Claro -asentiu Sophia, e así ampliou o seu coñecemento da vida.
Amarraron o bote ó letreiro.
-Isto que facemos -continuou a avoa- é un acto de protesta. Para manifestar o noso desacordo, entendes?

Concelhos galegos por partido governante

Florence + The machine. Dog days are over



Agora custa acreditar...


—Non me digas! Entón por que non vindes connosco? Nós imos a Mallorca.
—Mallorca? Onde queda iso?
—É unha illa que hai fronte á costa. Chégase en poucas horas, no ferry que sae do porto de Barcelona. Imos pasar alí o permiso porque é un sitio moi bonito que ainda non está estragado.
—Si —engadiu Sheila—. Havos gustar. Está a salvo dos turistas. Polo menos de momento. É unha illa tranquila con oliveiras e paisanos amigables que falan un idioma chamado mallorquino. E ten unhas praias preciosas.

O argumento


Por simplificar ao máximo Tras o rastro do Santo Cristo de Maracaibo é a história real dum grupo de submarinistas estadounidenses em terras (ou mais bem águas) viguesas nos anos 50, playboys (aventureiros, se resultar menos ofensivo) à caza dum tesouro esquivo. Narrada em primeira persoa polo promotor da iniciativa, além de ser interessante para amadores da nataçom sob superfície e das pesquisas no fundo do mar, decorre sobre o pano de fundo de Galiza e Espanha na plena ditadura franquista, polo que é um retrato ilustrativo da época.

Toñito faloume sobre os negocios da súa familia e as importantes —o seu adxectivo favorito— obras de arte que manexaban. Souben así do problema que estaban a sofrir os marchantes de arte españois: a esposa de Franco acosaba os galeristas de Madrid aparecendo de súpeto e levando caras obras de arte sen pagar. Para defenderse, os donos das galerías crearan un sistema de "aviso de ataque aéreo" para darse tempo uns a outros de agochar as súas mellores pezas cando ela ía de compras.

Tal como éramos :)


Paco, o bondadoso director do hotel Alameda, foi tipicamente galego cando lle preguntei o número do cuarto.
—Busca ao señor Nathan?
—Si. Cal é o seu cuarto, por favor?
—Si, xa volveu. Está aqui.
—En que cuarto se aloxa?
—Está con dous amigos.
—En que cuarto?
—Están arriba. Son tres homes nun cuarto.
—Paco! Dime o condenado número do cuarto!

Faustino Otero Lino #spoilers


Unírase a nós o home que se convertería nun amigo íntimo e no noso activo máis importante durante os próximos anos. O que non sabería ata moitos anos despois era que este pescador galego de aspecto sinxelo era un dos heroes non recoñecidos de Inglaterra na Segunda Guerra Mundial.

Ou o contamos nós ou ninguém o fará

Ou o contamos nós ou ninguém o fará

Esta madrugada acabámos o livro. Ainda estaremos dias retocando cousas mas é a primeira vez que o "vejo" completo. Em abril tem que estar na rua.

Foi crescendo de jeito mui orgánico. Algo imprevisto, realmente. Nom contávamos com que acabasse sendo o que é. Modesto mas jeitoso.

Começava tendo um foco de atençom concreto mas afinal abriu-se, ramificou-se. Acabou sendo umha mestura de história local, de divulgaçom patrimonial, de livro de memórias, de pequeno álbum fotográfico e tamém um exercício de evocaçom nostálgica familiar e -tam ou mais importante- comunitária. Sem que nengumha das componentes se imponha sobre as demais, o que me parece um equilíbrio bem interessante, e do qual o conjunto sai altamente beneficiado. Algo caótico; provavelmente heterodoxo do ponto de vista académico, mas pouco me importa porque vai ateigado de vida e isso é mais importante que qualquer outra valoraçom.

Acho que alá vam gostar. E que fora tamém, quem lhe quadrar de o ver. É agradável de ler e tem atrás muito trabalho, de Xosé sobretudo entrevistando o persoal e de Manu compondo no desenho. Ambos, aliás, conseguirom peças fotográficas de inegável valor histórico. Cousas das quais eu levava toda a vida ouvindo falar e nunca vira, como a Torre ou a Calçada.

O testemunho de Andrés foi essencial para reconstruirmos o papel central de Severiano e Rosalía fijo um monte de apontamentos interessantes. Meu tio o Covelo igual. Benedita aportou descrições enriquecedoras, e nem todas colherom, por falta de espaço; ficam para outra.

Alguns som mais meus e outros menos, mas trabalhei muito em absolutamente todos os textos do livro. É um labor coletivo, de esforço conjunto, mas ao mesmo tempo é um dos livros que sinto mais próprios dos que tenha feito e estou mui orgulhoso del.

Cada época de bonança material diria que tem entre as suas missões fixar a memória de quem precedeu sem a poder legar mais que oralmente. Eles e elas nom tiverom ocasiom mais que de fazer, nom puderom muito contar. E isso conleva que, se nom o pomos por escrito ou o trasladamos a outro suporte, numha geraçom polo meio corre o risco de se perder para sempre. Confio que nós, nesta altura, cumprimos essa nossa parte em resposta, como homenagem e gratitude.

E espero e desejo que os trinta a quem se dedica o saibam valorar, porque quem me dera a mim de miúdo ter algo assim para ler e descobrir o que nom nos vam contar em nengum outro lado.

Aquilo que, ou o contamos nós, ou ninguém o fará.

Silhas... e airas?

Silhas... e airas?

Hai tempo fixem umha consulta que nom me responderom e este dia repetim-na:

Antigamente usavam-se em Galiza tipicamente duas classes de recipientes para água (ou melhor dito, para líquidos): troncos de cone de bases paralelas e troncos cilíndricos. Como se chamavam?

Estava antes de ontem escuitando a gravaçom dumha senhora e ela contava como apanhavam da fonte a água coas silhas. Na imagem supra é o que levam na cabeça as mulheres da esquerda. Silha é um termo recolhido no Dicionário Estraviz, assim como as suas variantes selha e senlha. Selha está documentado -vid Dicionário de Dicionários- por Martín Sarmiento já no s. XVIII.

Silhas... e airas?

Senlha aparece contemporaneamente, por exemplo em García González (1985) -vid de novo DdD-.

Nom me souberom dizer de que materiais (metal e madeira) estavam feitas, mas sim que algumha devia ser de castinheiro. As asas eram frequentemente verticais -como na foto- mas às vezes eram horizontais. De altura eram duns 40-50 cm.
Serviam para carrejar água, cousa que os recipientes cilíndricos, os bocois, eram para vinho ou para aguardente. Nas imagens velhas de fontes públicas, como numha antiga postal da Marinha que vim, aparecem tanto silhas como bocois.

Um termo alternativo para as silhas que nom dou documentado é aira. Sei que havia onde se dizia aira ou senlha, mas a acepçom que dam Estraviz, DdD e RAG é o de eira, nom o de recipiente cônico de madeira usado para portar água. O projeto "Palabras con memoria" da AELG tampouco inclui o vocábulo.

Apenas o logótipo daquela vella sala de festas em Carvalho chamada As Airas pareceria referendar a existência deste termo. Mas por agora nom tenho nem umha foto :(

Placebo. Every You Every Me (live @ Rock Am Ring)

AC/DC. Rock N Roll Train (live @ River Plate)



Pearl Jam. Ain't talkin' bout love (live)

A primeira vez que Pearl Jam fixerom versom do clássico de Van Halen surgiu espontaneamente nas provas de som, contava Vedder no cenário. Esses pequenos momentos prodigiosos que nos dá o rock and roll.